Mitologia Ateia (via @bulevoador)

Publicado: 5 de julho de 2011 em Geral

Autor: Thomáz Sátiro

Todo mundo já teve um amiguinho descrente. Todo mundo já teve o prazer sádico de perguntar “Você pode provar que Deus não existe?” e se sentir o gostinho da glória quando seu amiguinho disse ‘não’. Pois é, todo mundo já teve oito anos de idade.

Crescemos e pouca coisa mudou, seu amiguinho continua descrente e você ainda pergunta se ele pode provar a inexistência de Deus. ‘Não, não posso’ diz seu amiguinho, dessa vez com um sorrisinho malicioso no rosto. Você observa atentamente essa mudança de atitude e pensa ‘Esse bosta tem uma carta na manga!’ E você está certo.

Seu amiguinho provavelmente foi tocado por um Divindade Atéia.”NÃÃO! Os ateus não tem deuses!”Ledo engano, os ateus tem muitas divindades e criaturas místicas. Só não acreditam que elas existam.Permitam-me explicar, o que melhor do que criar do nada um deus, que obviamente não existe e mostrar pro amiguinho crente que os mesmos argumentos que ele usa para justificar a crença em Deus, podem ser usados para justificar a crença em uma criatura fictícia? (talvez não todos, mas certamente a maioria que você usava aos oito anos e continua usando)Muitas dessas criaturas ficaram famosas entre os ateus e são personagens recorrentes em debates sobre religião. Podem assim ser consideradas parte da Mitologia Atéia, apesar de nenhum ateu acreditar de verdade que elas existam.

O Bule de chá de Russell

Imagine um Bule de Chá em orbita entre a Terra e Marte.. imaginou? Pois é.. pode ser uma surpresa para você, mas esse bule é real. Ele realmente existe eestá em orbita ao redor do sol em algum lugar entre as orbitas da Terra e de Marte, infelizmente ele é tão pequeno que nenhum dos nossos melhores telescópios é capaz de localizá-lo.

Você não acredita no Bule? Você pode provar que o Bule não existe? Rá!
A essa altura do campeonato você já deve estar vendo aonde essa história toda vai parar, continue lendo para confirmar suas crenças.
O Bule de Chá, é invenção do hiper-maga-lindo filosofo Bertrand Russell, em um artigo chamado “Existe um Deus?” Eis as falas de Russell:

“Muitos indivíduos ortodoxos dão a entender que é papel dos céticos refutar os dogmas apresentados – em vez dos dogmáticos terem de prová-los. Essa ideia, obviamente, é um erro. De minha parte, poderia sugerir que entre a Terra e Marte há um pote de chá de porcelana girando em torno do Sol em uma órbita elíptica, e ninguém seria capaz de refutar minha asserção, tendo em vista que teria o cuidado de acrescentar que o pote de chá é pequeno demais para ser observado mesmo pelos nossos telescópios mais poderosos. Mas se afirmasse que, devido à minha asserção não poder ser refutada, seria uma presunção intolerável da razão humana duvidar dela, com razão pensariam que estou falando uma tolice. Entretanto, se a existência de tal pote de chá fosse afirmada em livros antigos, ensinada como a verdade sagrada todo domingo e instilada nas mentes das crianças na escola, a hesitação de crer em sua existência seria sinal de excentricidade e levaria o cético às atenções de um psiquiatra, numa época esclarecida, ou às atenções de um inquisidor, numa época passada.”

Belas palavras..

Continuando na temática do Bule, Dawkins acrescentou em seu livro O Capelão do Diabo:

“A razão da religião reagir contra esta ideia, ao contrário da crença no Bule de Chá de Russell, é porque a religião é poderosa, influente, se autoexime e sistematicamente é passada para crianças que são jovens demais para se defenderem sozinhas. Crianças não são compelidas a passar seus anos de alfabetização lendo livros insanos sobre bules de chá. Escolas públicas não excluem crianças cujo pais preferem formatos diferentes de bule. Os crentes no bule de chá não ameaçam com a morte quem não crê no bule, quem duvida do bule ou quem blasfema contra o bule. Mães não aconselham seus filhos a se casarem com mulheres que creem no bule de chá celestial, tal como todos os seus parentes se casaram. Pessoas que misturam leite no chá não têm suas pernas quebradas por quem prefere o chá puro.”

Aceita um chá?

O Dragão na Garagem

Imagine que você está tranquilo jogando Uno com seus amiguinhos, eis que chega outro amiguinho de vocês. Ele está pálido.. suas pernas estão bambas e ele parece que vai vomitar. Oque aconteceu!? Indaga você. Parece que viu um fantasma!
Não! Eu vi um Dragão!
O QUE!? oO’
TEM UM DRAGÃO MORANDO NA MINHA GARAGEM!
Você fica excitado, afinal desde os seus oito anos em que você fingia que lagartixa era dragão e você era um caçador de dragões com seu incrível estilingue, você jamais pensou que iria viver o bastante para ver um dragão! Um dragão de verdade!
Você sai correndo com seu amigo até a bendita garagem. Entra nela emocionado, com o coração na mão!
CADÊ O DRAGÃO!?
Logo alí! Diz seu amigo apontando para o ar.
Cadê? não estou vendo!
Claro que não! É um dragão invisível!
RÁ!
O dragão na garagem, é obra do famoso astrônomo e divulgador da ciência Carl Sagan em uma passagem do seu livro O Mundo Assombrado Pelos Demônios: A Ciência Como Uma Vela No Escuro.
Eis a passagem:

Um dragão que cospe fogo pelas ventas vive na minha garagem. Suponhamos que eu lhe faça seriamente essa afirmação. Com certeza você iria querer verificá-la por si mesmo. São inumeráveis as histórias de dragões no decorrer dos séculos, mas não há evidências reais. Que oportunidade!

– Mostre-me – você diz.

Eu o levo até minha garagem. Você olha para dentro e vê uma escada de mão, latas de tinta vazias, um velho triciclo, mas nada de dragão.

– Onde está o dragão? – você pergunta.

– Oh, está ali – respondo, acenando vagamente. Esqueci de lhe dizer que é um dragão invisível.

Você propõe espalhar farinha no chão da garagem parar tornar visíveis as pegadas do dragão.

– Boa idéia – digo eu –, mas esse dragão flutua no ar. Então você quer usar um sensor infravermelho para detectar o fogo invisível.

– Boa idéia, mas o fogo invisível é também desprovido de calor. Você quer borrifar o dragão com tinta para torná-lo visível.

– Boa idéia, só que é um dragão incorpóreo e a tinta não vai aderir. E assim por diante. Eu me oponho a todo teste físico que você propõe com uma explicação especial de por que não vai funcionar.

Ora, qual é a diferença entre um dragão invisível, incorpóreo, flutuante, que cospe fogo atérmico, e um dragão inexistente? Se não há como refutar a minha afirmação, se nenhum experimento concebido vale contra ela, o que significa dizer que o meu dragão existe? A sua incapacidade de invalidar a minha hipótese não é absolutamente a mesma coisa que provar a veracidade dela. Alegações que não podem ser testadas, afirmações imunes a refutações não possuem caráter verídico, seja qual for o valor que possam ter por nos inspirar ou estimular nosso sentimento de admiração. O que estou pedindo a você é tão-somente que, em face da ausência de evidências, acredite na minha palavra.

A única coisa que você realmente descobriu com a minha insistência de que há um dragão na minha garagem é que algo estranho está se passando na minha mente. Você se perguntaria, já que nenhum teste físico se aplica, o que me fez acreditar nisso. A possibilidade de que foi sonho ou alucinação passaria certamente pela sua cabeça. Mas, nesse caso, por que eu levo a história tão a sério? Talvez eu precise de ajuda. Pelo menos, talvez eu tenha subestimado seriamente a falibilidade humana.

Apesar de nenhum dos testes ter funcionado, imagine que você queira ser escrupulosamente liberal. Você não rejeita de imediato a noção de que há um dragão que cospe fogo na minha garagem. Apenas deixa idéia cozinhando em banho-maria. As evidências presentes são fortemente contrárias a ela, mas, se surgirem novos dados, você está pronto a examiná-los para ver se são convincentes. Decerto não é correto de minha parte ficar ofendido por não acreditarem em mim; ou criticá-lo por ser chato ou sem imaginação – só porque você apresentou o veredicto escocês de “não comprovado” (Carl Sagan está se referindo ao filósofo cético escocês David Hume).

Imagine que as coisas tivessem acontecido de outra maneira. O dragão é invisível, certo, mas aparecem pegadas na farinha enquanto você observa. O seu detector infravermelho lê dados fora da escala. A tinta borrifada revela um espinhaço dentado oscilando à sua frente. Por mais cético que você pudesse ser a respeito da existência dos dragões – ainda mais dragões invisíveis –, teria de reconhecer que existe alguma coisa no ar, e que de forma preliminar ela é compatível com um dragão invisível que cospe fogo pelas ventas.

Agora outro roteiro: vamos supor que não seja apenas eu. Vamos supor que vários conhecidos seus, inclusive pessoas que você tem certeza de que não se conheceram, lhe dizem que há dragões nas suas garagens – mas, em todos os casos, a evidência é enlouquecedoramente impalpável. Todos nós admitimos nossa perturbação quando ficamos tomados por uma convicção tão estranha e tão mal sustentada pela evidência física. Nenhum de nós é lunático. Especulamos sobre o que isso significaria, caso dragões invisíveis estivessem realmente se escondendo nas garagens em todo o mundo, e nós, humanos, só agora estivéssemos percebendo. Eu gostaria de que não fosse verdade, acredite. Mas talvez todos aqueles mitos europeus e chineses sobre dragões não fossem mitos afinal…

Motivo de satisfação, algumas pegadas compatíveis com o tamanho de um dragão são agora noticiadas. Mas elas nunca surgem quando um cético está observando. Outra explicação se apresenta: sob exame cuidadoso, parece claro que podem ter sido simuladas. Outro crente nos dragões aparece com um dedo queimado e atribui a queimadura a uma rara manifestação física do sopro ardente do animal. Porém, mais uma vez, existem outras possibilidades. Sabemos que há várias maneiras de queimar os dedos além do sopro de dragões invisíveis. Essa “evidência” – por mais importante que seja para os defensores da existência do dragão – está longe de ser convincente. De novo, a única abordagem sensata é rejeitar em princípio a hipótese do dragão, manter-se receptivo a futuros dados físicos e perguntar-se qual poderia ser a razão para tantas pessoas aparentemente normais e sensatas partilharem a mesma desilusão estranha.

O Dragão na Garagem é um personagem com seu lugar garantido na Mitologia Atéia, a ultima notícia que eu tenho dele foi que ele se apaixonou por uma Dragoa da Cozinha e passa o dia a procurar por ela, mas como ambos são invisíveis e imateriais só nos resta rezar pelo sucesso do nosso amigo.

A Unicórnio cor-de-rosa invisível (URI)

‘Quem é essa criatura meu Deus!?’ Provavelmente é isso que você está se perguntando.
A URI se você quer saber mesmo é um Deusa, uma Deusa muito especial, ela tem a forma de um unicórnio, um unicórnio paradoxalmente rosa e invisível ao mesmo tempo! E isso é apenas uma amostra do incrível poder de auto-contradição dessa deusa maravilhosa
Steve Eley escreveu sobre a URI:

“A Unicórnio Cor-de-rosa Invisível é um ser de grande poder espiritual. Sabemos isto porque ela é capaz de ser invisível e cor-de-rosa ao mesmo tempo. Como em todas as religiões, a Crença do Unicórnio Cor-de-rosa Invisível baseia-se em lógica e fé. Acreditamos que eles são cor-de-rosa e logicamente sabemos que são invisíveis porque não os conseguimos ver.”

A URI nos aguarda em seu prado celestial, onde iremos cavalgar unicórnios por toda a eternidade.

Monstro de Espaguete Voador

Você acredita que foi Deus, Alá ou Brahma que criou o Universo, a Terra e o homem? Você não poderia estar mais enganado, o mundo foi criado por um Grande Monstro feito de espaguete e duas almondegas e que ainda por cima voa!
Ao contrário das outras criaturas mitológicas atéias que foram criadas para serem usadas como retórica em debates, o MEV teve uma função retórica mais especifica: Lutar contra o ensino do criacionismo nas escolas.
Alguém lembra que a algum tempo atrás explodiu na mídia a polêmica sobre o ensino do criacionismo como alternativa ao evolucionismo nas aulas de biologia nas escolas do Kansas? Pois foi nesse cenário que o americano Bobby Henderson escreveu sua “Carta Aberta ao Conselho de Educação do Kansas” que eu transcrevo logo a baixo:

“Estou escrevendo a vocês com muita preocupação, depois de ter lido suas audiências para decidir se a alternativa Teoria do Design Inteligente deveria ser ensinada juntamente com a Teoria da Evolução. Eu acho que todos podemos concordar que é importante para os estudantes escutarem múltiplos pontos de vista para que assim possam escolher por eles mesmos a teoria que faz mais sentido para eles. Estou preocupado, contudo, que os estudantes somente ouçam uma Teoria do Design Inteligente.

Lembremo-nos que existem múltiplas teorias do Design Inteligente. Eu e muitos outros ao redor do mundo temos a forte crença de que o universo foi criado por um Monstro de Espaguete Voador. Foi Ele quem criou tudo o que vemos e tudo o que sentimos. Nós acreditamos fortemente que toda a incontroversa evidência científica do mundo que aponta em direção a um processo evolucionário não é nada além de uma tremenda coincidência, organizada por Ele.

E é por essa razão que estou lhes escrevendo hoje, para formalmente requerer que essa teoria alternativa seja ensinada nas suas escolas, juntamente com as outras duas teorias. De fato, eu irei tão longe e direi que, se vocês não concordarem em fazer isso, seremos forçados a processá-los com uma ação legal. Tenho certeza que vocês percebem de onde estamos vindo. Se a Teoria do Design Inteligente não é baseada na fé, mas ao invés disso sendo uma outra teoria científica, assim como alegam, então vocês também devem permitir que nossa teoria seja ensinada, pois também é baseada na ciência, e não na fé.

Alguns acham isso difícil de acreditar, então talvez seja proveitoso contar-lhes um pouco mais sobre nossas crenças. Nós temos evidência de que o Monstro de Espaguete Voador criou o universo. Nenhum de nós, claro, estava lá para ver isso, mas temos relatos escritos sobre isso. Nós temos vários extensos volumes explicando todos os detalhes do Seu poder. Também, vocês devem estar surpresos de ouvir que existem 10 milhões de nós, e aumentando. Nós temos a tendência de sermos muito secretos, pois muitas pessoas afirmam que nossas crenças não são substancialmente baseadas por evidência observável. O que essas pessoas não entendem é que Ele construiu o mundo para que pensássemos que a Terra é mais velha do que realmente é. Por exemplo, um cientista pode executar um processo de datação por carbono em um artefato. Ele encontra que aproximadamente 75% do Carbono-14 decaiu por emissão de elétrons para Nitrogênio-14, e infere que este artefato tem aproximadamente 10 000 anos de idade, pois a meia-vida do Carbono-14 é de 5730 anos. Mas o que nossos cientistas não percebem é que toda vez que eles fazem uma medição, o Monstro de Espaguete Voador estará lá mudando os resultados com seu Apêndice Macarrônico. Nós temos vários textos que descrevem detalhadamente como isso é possível e as razões por que Ele faz isso. Obviamente, Ele é invisível e pode passar através de matéria ordinária com facilidade.

Tenho certeza que agora vocês entendem o quão importante é que os seus estudantes sejam ensinados sobre essa teoria alternativa. É absolutamente imperativo que eles percebam que evidência observável está no julgamento de um Monstro de Espaguete Voador. Além do mais, é desrespeitoso ensinar nossas crenças sem vestir a Sua roupa escolhida, que claramente é uma completa vestimenta pirata. Não posso medir suficientemente a importância disso, e infelizmente não posso descrever em detalhes o motivo de isso precisar ser feito, pois temo que esta carta já esteja ficando muito longa. A explicação resumida é que Ele fica com raiva se não fizermos assim.

Vocês devem estar interessados em saber que o aquecimento global, terremotos, furacões e outros desastres naturais são um efeito direto da diminuição do número de piratas desde o século XIX. Para o seu interesse, incluí um gráfico do número aproximado de piratas versus a média de temperatura global nos últimos 200 anos. Como vocês podem ver, existe uma significativa relação estatística inversa entre piratas e temperatura global.

Temperatura Média Global x Número de Piratas (Aproximadamente)

Em conclusão, obrigado por terem tomado o tempo para ouvir nossas visões e crenças. Eu espero que tenha sido capaz de expor a importância de ensinar essa teoria aos nossos estudantes. Nós iremos, com certeza, ser capazes de treinar os professores nessa teoria alternativa. Estou ansiosamente aguardando sua resposta, e espero sinceramente que nenhuma ação legal tenha que ser tomada. Acho que todos podemos olhar para a frente para o tempo em que essas teoria sejam dadas tempo igual na sala de aulas de ciências em todo o país, e eventualmente no mundo. Uma terça parte para Design Inteligente, uma terça parte para Pastafarianismo (ou Monstroísmo Espaguético Voador), e uma terça parte para conjectura lógica baseada em incontroversa evidência observável Sinceramente, Bobby Henderson, cidadão preocupado.

A Carta Aberta foi tão bem recebida pelos Ateus que logo foi lançado o “evangelho do monstro espaguete voador” e pelo que sei os pastafarianos se multiplicam em números se vestindo de piratas para ver se diminui o aquecimento global (tudo uma brincadeira bem humorada é claro =D)

Espero que tenham gostado desse passeio pelas diferentes criaturas mitológicas do ateísmo, e espero do fundo do meu coração que não tenham se distraído pelo caráter satírico das analogias e tenham perdido a mensagem principal: “A dificuldade de desmentir uma hipótese não torna esta verdadeira, e não compete a quem duvida desmenti-la, mas quem acredita nela é que deve provar sua veracidade.”

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Fontes de Pesquisa:
Wikipédia – O Bule de Chá de Russell
Wikipédia – Russell’s Teapot
Bule Voador – Blog oficial da LiHS – Ensine a controvérsia! (Teach the controversy!)
SIMULACRO DO AVESSO – Um dragão em minha garagem
Wikipédia – Unicórnio Cor-de-rosa Invisível
Wikipédia – Invisible Pink Unicorn
Wikipédia – Flying Spaghetti Monsterism
Wikipédia – Flying Spaghetti Monster

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