Cruzando o Inferno

Publicado: 1 de setembro de 2011 em Rota 66 - 2011, Viagens
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No nosso segundo dia de estrada cruzemos o parque Joshua Tree em direção a Laughlin. No caminho chegamos ao deserto do Colorado. Cenário bem diferente do que estamos acostumados. É só pensar no desenho do papa-léguas. Com um único adendo: o calor.

Eu já peguei temperaturas muito altas no b-r-o-bro de Teresina ou mesmo em Mossoro. Mas a sensação que vivi hoje foi completamente nova. Além do sol forte, existe um vento constante muito quente. Como se fosse um secador de cabelos ligado no máximo. Impressionante!

Ao passar pelo Parque, e errar um pouco o caminho, percorremos cerca de 40 milhas no meio do nada, numa estrada cheia de curvas e mais calor ainda. Quando chegamos no posto nos disseram que estava em torno de 120 a 130 graus F.

Mas depois dessa “tortura” veio o prêmio: a estrada com o logo da Rota 66 pintado.

Paramos num posto bem famoso, o Roys. Infelizmente o Ronaldo, assim que paramos, começou a se sentir muito mal. Estava com insolacao. Para nossa sorte um grupo da Apex chegou ao mesmo lugar cerca de 1h depois com uns 15 motociclistas. Como ele não melhorava, o Zack, responsável por esse grupo, salvou o dia, colocando a moto do Ronaldo na carreta do carro de apoio enquanto o ele foi na van. Ao chegarmos no hotel ele recebeu cuidados médicos e ficou bem.

Temos gastado pouco nas refeições. Como o valor é intenso, só comemos coisas leves e tomamos muito líquido. Aliás, no Parque havia a informação que no deserto deveria-se tomar bem mais água que o normal. Coisa de 5 litros por pessoa.

A moto, uma Road King, que me desculpe a Nega, é maravilhosa! Confortável, estável, freios ABS, cruise control, motor 1600, 6 marchas. Os mostradores que ficam no tanque é que são bem mal posicionados. E faltou um apoio de pés no mata-cachorro para poder estica-las melhor. Mas você anda 300 milhas como se não fossem nada. Estou inteiro depois de 2 dias de viagem. E também é ótimo ter alguém experiente como o Rodrigo para dar umas dicas. Estamos usando uma bolsa grande na garupa como apoio para as costas, presa por aranhas que já compramos no início para isso.

As estradas perfeitas também ajudam muito. Fora a excelente sinalização.

Mas o que tem de melhor mesmo é o povo norte-americano. Educados, gentis e muito profissionais. São admiraveis! Em todo lugar que vamos eles puxam papo, dão dicas, ou simplesmente nos cumprimentam e desejam boa sorte. Todos de muito bom humor.

Hoje vamos sair um pouco mais tarde e encurtar o passeio pois o dia de ontem pro Ronaldo não foi fácil. Assim chegamos rápido em Flagstaff para que ele fique zerado.

Ps.: estou escrevendo no celular, e por isto este “primor” de redação;

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