Arquivo da categoria ‘Economia’

Pessoal,

Conheci o site Oceans 14, montado por um grupo de amigos.

O site é formado por profissionais liberais, em geral médicos e engenheiros, que escrevem regularmente sobre finanças, saúde, bolsa de valores, e assuntos diversos.

Vale dar uma olhada.

Abraços!
Ricardo

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Presídios Privados

Publicado: 20 de fevereiro de 2014 em Economia, Justiça, Opinião
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Recebi do amigo Dudi, e publico o relato:

Olhem esses vídeos, no presídio administrado pela empresa privada os presos tem tratamento humano, diguinidade, disciplina rígida, apoio total ao preso e a família. Ao invés de serem universidades do crime como as do estado esses presídios são muitas vezes uma chance de ouro para que os presos voltem a sociedade e larguem o crime, o índice deles de recuperação é de 80% e nunca tiveram uma rebelião. Eles trabalham pra diversas empresas de dentro do próprio presídio.

E bacana ver o depoimento dos detentos relatando a chance que tiveram no presídio. E agora pergunto, qual é o problema do estado fazer esse trabalho? Como em muitas repartições públicas, falta gestão.
A empresa privada visando o lucro dá um atendimento digno aos presos. Por isso sou a favor de privatizar todos os presídios brasileiros.

Dudi

O Pré-Sal Catarinense

Publicado: 29 de janeiro de 2014 em Economia, história, Lugares

“A fama de estado de excelência transcende fronteiras. Santa Catarina é unanimidade nacional, não só pelas belezas naturais, mas, também, por nossa qualidade de vida e pelo nosso nível de desenvolvimento econômico, social e humano.”

Texto de Marcelo Fett (pdf):

Pré-Sal Catarinense

Foram realizados testes pela Proteste, associação de consumidores, e divulgados os resultados pelo O Globo, em 19 marcas de azeite extra-virgem comercializados no país. Segue o link:

Azeites: de oliva só no rótulo – Jornal O Globo.

Abaixo tabela com o resumo dos resultados:

azeites

The tribal wisdom of the Plains Indians, passed on from generation to generation, says that:

“When you discover that you are riding a dead horse, the best strategy is to dismount.”

However, in government more advanced strategies are often employed, such as:

1. Buying a stronger whip.

2. Changing riders.

3. Appointing a committee to study the horse.

4. Arranging to visit other countries to see how other cultures ride dead horses.

5. Lowering the standards so that dead horses can be included.

6. Reclassifying the dead horse as living-impaired.

7. Hiring contractors to ride the dead horse.

8. Paying consultants to tell you the horse is dead.

9. Harnessing several dead horses together to increase speed.

10. Providing additional funding and/or training to increase the dead horse’s performance.

11. Doing a productivity study to see if lighter riders would improve the dead horse’s performance.

12. Declaring that as the dead horse does not have to be fed, it is less costly, carries lower overhead and therefore contributes substantially more to the bottom line of the economy than do some other horses.

13. Rewriting the expected performance requirements for all horses.

and, of course…

14. Promoting the dead horse to a supervisory position

Resumo que mostra rapidamente como funciona o ciclo econômico no Brasil:

De repente, classe C!!

Publicado: 16 de julho de 2012 em Cultura Popular, Economia, Educação, Opinião

Sou ex-pobre. Todos querem me vender geladeira agora. O trem ainda quebra todo dia, o bairro alaga. Mas na TV até trocaram um jornalista para me agradar

De repente, classe C

Leandro Machado

Eu me considerava um rapaz razoavelmente feliz até descobrir que não sou mais pobre e que agora faço parte da classe C.

Com a informação, percebi aos poucos que eu e minha nova classe somos as celebridades do momento. Todo mundo fala de nós e, claro, quer nos atingir de alguma forma.

Há empresas, publicações, planos de marketing e institutos de pesquisa exclusivamente dedicados a investigar as minhas preferências: se gosto de azul ou vermelho, batata ou tomate e se meus filmes favoritos são do Van Damme ou do Steven Seagal.

(Aliás, filmes dublados, por favor! Afinal, eu, como todos os membros da classe C, aparentemente tenho sérias dificuldades para ler com rapidez essas malditas legendas.)

A televisão também estudou minha nova classe e, por isso, mudou seus planos: além do aumento dos programas que relatam crimes bizarros (supostamente gosto disso), as telenovelas agora têm empregadas domésticas como protagonistas, cabeleireiras como musas e até mesmo personagens ricos que moram em bairros mais ou menos como o meu.

A diferença é que nesses bairros, os da novela, não há ônibus que demoram duas horas para passar nem buracos na rua.

Um telejornal famoso até trocou seu antigo apresentador, um homem fino e especialista em vinhos, por um âncora, digamos, mais povão, do tipo que fala alto e gosta de samba. Um sujeito mais parecido comigo, talvez. Deve estar lá para chamar a minha atenção com mais facilidade.

As empresas viram a luz em cima da minha cabeça e decidiram que minha classe é seu novo alvo de consumo. Antes, quando eu era pobre, de certo modo não existia para elas. Quer dizer, talvez existisse, mas não tinha nome nem capital razoável.

De modo que agora elas querem me vender carros, geladeiras de inox, engenhocas eletrônicas, planos de saúde e TV por assinatura. Tudo em parcelas a perder de vista e com redução do IPI.

E as universidades privadas, então, pipocam por São Paulo. Os cursos custam R$ 200 reais ao mês, e isso se eu não quiser pagar menos, estudando à distância.

Assim como toda pasta de dente é a mais recomendada entre os dentistas, essas universidades estão sempre entre as mais indicadas pelo Ministério da Educação, como elas mesmas alardeiam. Se é verdade ou não, quem pode saber?

E se eu não acreditar na educação privada, posso tentar uma universidade pública, evidentemente. Foi o que fiz: passei numa federal, fiz a matrícula e agora estou em greve porque o campus cai aos pedaços. Não tenho nem sala de aula.

Não que eu não esteja feliz com meu novo status de consumidor, não deve ser isso. (Agora mesmo escrevo em um notebook, minha TV tem cem canais de esporte e minha mãe prepara a comida num fogão novo; se isso não for felicidade, do que se trata, então?)

O problema é que me esforço, juro, mas o ceticismo ainda é minha perdição: levo 2h30 para chegar ao trabalho porque o trem quebra todos os dias, meu plano de saúde não cobre minha doença no intestino e morro de medo das enchentes do bairro.

Ou seja, ao mesmo tempo em que todos querem me atingir por meu razoável poder de consumo, passo por perrengues do século passado. Eu e mais de 30 milhões de pessoas -não somos pobres, mas classe C.

Deixa eu terminar por aqui o texto, porque daqui a pouco vão me chamar de chato ou, pior, de comunista. Logo eu, que só li Marx na versão resumida em quadrinhos. Fazer o quê, se eu gosto é de auto ajuda?

LEANDRO MACHADO, 23, é estudante de letras na Universidade Federal de São Paulo, mora em Ferraz de Vasconcelos (SP) e escreve no blog Mural, da Folha

As Grandes Crises Econômicas Mundiais

Publicado: 27 de junho de 2012 em Economia, história

Trabalho interessante, que usa termos simples, para explicar as principais crises econômicas que a humanidade passou.

Investidor de Risco: 1.01 – 1637 – Crise da Tulipamania.

A saída é cortar os gastos supérfluos com a máquina estatal e desonerar de taxas o custo da produção

Informações recentes parecem indicar que a economia brasileira caminha inexoravelmente para uma situação crítica, de difícil solução. A se efetivar tal previsão, dela resultaria uma crise política que poria em questão a hegemonia lulista sobre o sistema de poder.

A título de especulação, vamos tentar avaliar a natureza dessa crise futura e suas consequências. Mas, para isso, será necessário examinar o processo político e econômico que ajudou a criar a situação crítica a que se referem economistas e analistas da matéria.

Ninguém põe em dúvida o fato de que os governos de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso introduziram mudanças importantes no processo econômico brasileiro, criando condições para um crescimento saudável e sustentado.

Graças a essas medidas, o Brasil se livrou da inflação crônica que inviabilizava o crescimento da produção e consumia o valor dos salários. Aquelas foram medidas necessárias, mas não suficientes. 
Lula assumiu a Presidência da República em 2003 e, muito embora tenha combatido todas aquelas medidas, resolveu adotá-las e usá-las como um modo de consolidar seu prestígio político e ampliá-lo. Graças a isso, pôde eleger Dilma Rousseff sua sucessora e, com isso, estender para diante seu projeto político.

A verdade, porém, é que, como não tinha um programa de governo nem muito menos um projeto estratégico para o país, valeu-se da estabilidade econômica e do momento propício do crescimento mundial para ampliar seus programas assistencialistas e propiciar aumentos salariais que beneficiaram amplas camadas da população mais pobre.

O crescimento do mercado interno, entre outros fatores, permitiu que o país passasse relativamente ileso pela crise que atingiu a economia mundial a partir de 2008.

Noutras palavras, desde que o petismo assumiu o governo, nenhuma medida foi tomada para atender às novas condições criadas pelo próprio crescimento da economia. De fato, o que se fez foi onerar os setores produtivos, ampliar a máquina estatal e aumentar as despesas públicas. O número de ministros subiu de 27 para 39 -ou 40, já nem sei- e, com eles, o número de funcionários concursados e não concursados. Seguindo o exemplo do Executivo, a Câmara, o Senado e o Judiciário criaram novos encargos para o Tesouro, aumentando o deficit público. Naturalmente, todas essas medidas -que ampliaram o consumo e mantiveram o crescimento da economia- deixam a população otimista, disposta a gastar, ainda que se endividando a cada dia.

E tudo isso, sem que se pague salário justo a professores e médicos, que desempenham papel vital para a sociedade. Mas essa gastança aproxima-se do fim, porque ou se põe termo a ela, ou o país caminhará para o impasse.

As mais recentes informações, colhidas nos institutos de pesquisa, compõem um quadro preocupante, a começar pelo índice de crescimento da economia que, no último ano, ficou em apenas 2,7%, abaixo de quase todos os país da região, exceto Guatemala e El Salvador.

Esse dado poderia ser visto como um fato conjuntural, não fossem outros, igualmente preocupantes, como o índice de investimento, que ficou em 19% do PIB, contra o índice de 23% da região, enquanto a produtividade do trabalhador brasileiro ocupa o 15º lugar na América Latina. Por outro lado, nossa produção industrial perde competitividade, devido à desvalorização do dólar, mas também aos encargos que oneram a folha de pagamento.

Noutras palavras, o país chega ao limite de seus gastos, quando a solução para o impasse seria investir na infraestrutura (portos, estradas de ferro, rodovias) e na formação de profissionais de alto nível técnico. 

A saída é cortar os gastos supérfluos com a máquina estatal e desonerar de impostos e taxas o custo da produção. Mas, para isso, teria que contrariar os interesses dos partidos da base aliada e o poder das centrais sindicais, aliados do governo. Dilma teria que topar essa briga.

Se esse diagnóstico está correto, a lua de mel lulista com o poder parece aproximar-se do fim. Podem até ganhar as eleições deste ano e as de 2014. Não sei. O certo é que, cedo ou tarde, a realidade cobra seu preço.

fonte: CONTEÚDO LIVRE: Ferreira Gullar – E o real cobra seu preço

CRISE na europa

Publicado: 6 de fevereiro de 2012 em Economia, Geral