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Subdistrito da Capital foi retirado do território de São José em 1944

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Quase ninguém se deu conta: em 1º de janeiro deste ano, o subdistrito do Estreito – que inclui o bairro propriamente dito, mais Jardim Atlântico, Capoeiras, Coqueiros, entre outros – completou 70 anos. Parece pouco tempo, e é, porque na verdade refere-se à incorporação do território ao município de Florianópolis, até aquela data restrito à Ilha de Santa Catarina. A história do Estreito é muito mais antiga, evidentemente, remontando à chegada dos primeiros exploradores, como o espanhol Sebastião Caboto, no século 16. Destaque-se, ainda, que toda a região continental pertenceu a Desterro (hoje Florianópolis) até 1833, estendendo-se a Oeste até o território do atual município de Bom Retiro. Em 1833, o Continente passou a ser área exclusiva de São José, voltando parcialmente para Florianópolis em 1º de janeiro de 1944.

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A principal justificativa para a incorporação: o então governador (interventor) Nereu Ramos tinha certa vergonha da “má composição territorial” – na realidade, o tamanho reduzido – da Capital e determinou, em 1943, um reestudo do mapa regional, estabelecendo a anexação de uma larga faixa territorial de São José a Florianópolis.

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Até 1930 o Estreito tinha esse nome (antes ainda, muito antes, chamava-se Arraial de Santa Cruz do Estreito). Mas após a Revolução de 1930 passou a ser chamado João Pessoa em homenagem ao líder político paraibano assassinado naquele ano. E recuperou a denominação original em janeiro de 1944. Curiosamente, a área insular próxima à cabeceira da Ponte Hercílio Luz (na região do estaleiro Arataca) também teve o nome de Estreito.

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Modernamente, a expressão “tripeiro” não faz mais sentido, mas ainda está presente à memória florianopolitana. Os moradores do Estreito eram conhecidos assim, por causa do matadouro municipal existente no bairro, inaugurado em 1842, devido à dificuldade de transportar o gado pelo mar até a Ilha de Santa Catarina. Como a população do Continente era mais pobre, os restos aproveitáveis dos bois (a tripa ou fato) eram distribuídos gratuitamente à porta do matadouro.

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Em tempos de menor ocupação humana e sem poluição, as praias do Continente eram muito frequentadas pelos moradores. Alguns bacanas da Ilha chegavam a ter casas de veraneio no Balneário e Coqueiros, porque eram praias muito mais próximas do que Canasvieiras ou Ingleses.

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A Ponte Hercílio Luz (na imagem, vista do Estreito, com seu belo casario – desaparecido – em primeiro plano) foi fundamental para a integração entre a Ilha e o Continente. O próprio desenvolvimento da área continental, depois de 1926, foi estimulado e consolidado pela travessia rodoviária.

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Duas referências bibliográficas importantes sobre o Estreito: “Estreito, Vida e Memória” (Lunardelli, Florianópolis, 1991, 2ª edição), de Iaponan Soares, e a monografia “Estreito, um Bairro entre Dois Municípios” (Udesc, 2006), do historiador Weliton Luiz Torrens.

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No livro de Iaponan, destaca-se o belo desenho da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, de autoria do artista plástico Aldo Nunes.

Acervo de Carlos Damião

via Memória de Florianópolis – Notícias do Dia Online

O Pré-Sal Catarinense

Publicado: 29 de janeiro de 2014 em Economia, história, Lugares

“A fama de estado de excelência transcende fronteiras. Santa Catarina é unanimidade nacional, não só pelas belezas naturais, mas, também, por nossa qualidade de vida e pelo nosso nível de desenvolvimento econômico, social e humano.”

Texto de Marcelo Fett (pdf):

Pré-Sal Catarinense

Quem quiser se escandalizar, que se escandalize. Quero proclamar, do fundo da alma, que sinto muito orgulho de ser brasileira. Não posso aceitar a tese de que nada tenho a comemorar nestes quinhentos anos. Não agüento mais a impostura dessas suspeitíssimas ONGs estrangeiras, dessa ala atrasada da CNBB e dessas derrotadas lideranças nacional-socialistas que estão fazendo surgir no Brasil um inédito sentimento de preconceito racial.

Para começo de conversa, o mundo, naquela manhã de 22 de abril de 1500, era completamente outro. Quando a poderosa esquadra do almirante português ancorou naquele imenso território, encontrou silvícolas em plena idade da pedra lascada. Nenhum deles tinha noção de nação ou país.Não existia o Brasil.

Os atuais compêndios de história do Brasil informam, sem muita base, que a população indígena andava por volta de cinco milhões. No correr dos anos seguintes, segundo os documentos que foram conservados, foram identificadas mais de duzentos e cinqüenta tribos diferentes. Falando mais de 190 línguas diferentes. Não eram dialetos de uma mesma língua. Eram idiomas próprios, que impediam as tribos de se entenderem entre si. Portanto, Cabral não conquistou um país. Cabral não invadiu uma nação. Cabral apenas descobriu um pedaço novo do planeta Terra e, em nome do rei, dele tomou posse.

O vocabulário dos atuais compêndios não usa a palavra tribo. Eles adotam a denominação implantada por dezenas de ONGs que se espalham pela Amazônia, sustentadas misteriosamente por países europeus. Só se fala em nações indígenas.

Existe uma intenção solerte e venenosa por trás disso. Segundo alguns integrantes dessas ONGs, ligados à ONU, essas nações deveriam ter assento nas assembléias mundiais, de forma independente. Dá para entender, não? É o olho na nossa Amazônia. Se o Brasil aceitar a idéia de que, dentro dele, existem outras nações, lá se foi a nossa unidade.

Nos debates da Constituinte de 88, eles bem que tentaram, de forma ardilosa, fazer a troca das palavras. Mas ninguém estava dormindo de touca e a Carta Magna ficou com a palavra tribo. Nação, só a brasileira.

De repente, os festejos dos 500 anos do Descobrimento viraram um pedido de desculpas aos índios. Viraram um ato de guerra. Viraram a invasão de um país. Viraram a conquista de uma nação. Viraram a perda de uma grande civilização.

De repente, somos todos levados a ficar constrangidos. Coitadinhos dos índios! Que maldade! Que absurdo, esse negócio de sair pelos mares, descobrindo novas terras e novas gentes. Pela visão da CNBB, da CUT, do MST, dos nacional-socialistas e das ONGs européias, naquela tarde radiosa de abril teve início uma verdadeira catástrofe.

Um grupo de brancos teve a audácia de atravessar os mares e se instalar por aqui. Teve e audácia de acreditar que irradiava a fé cristã. Teve a audácia de querer ensinar a plantar e a colher. Teve a audácia de ensinar que não se deve fazer churrasco dos seus semelhantes. Teve a audácia de garantir a vida de aleijados e idosos.

Teve a audácia de ensinar a cantar e a escrever.

Teve a audácia de pregar a paz e a bondade. Teve a audácia de evangelizar.

Mais tarde, vieram os negros. Depois, levas e levas de europeus e orientais. Graças a eles somos hoje uma nação grande, livre, alegre, aberta para o mundo, paraíso da mestiçagem. Ninguém, em nosso país pode sofrer discriminação por motivo de raça ou credo.

Portanto, vamos parar com essa paranóia de discriminar em favor dos índios. Para o Brasil, o índio é tão brasileiro quanto o negro, o mulato, o branco e o amarelo. Nas nossas veias correm todos esses sangues. Não somos uma nação indígena. Somos a nação brasileira.

Não sinto qualquer obrigação de pedir desculpas aos índios, nas festas do Descobrimento. Muitos índios hoje andam de avião, usam óculos, são donos de sesmarias, possuem estações de rádio e TV e até COBRAM pedágio para estradas que passam em suas magníficas reservas. De bigode e celular na mão, eles negociam madeira no exterior. Esses índios são cidadãos brasileiros, nem melhores nem piores. Uns são pobres. Outros são ricos. Todos têm, como nós, os mesmos direitos e deveres. Se começarem a querer ter mais direitos do que deveres, isso tem que acabar.

O Brasil é nosso. Não é dos índios. Nunca foi.-V8LdWu6KaU?utm_source=feedburner&utm_medium=email

Profª Sandra Cavalcanti

Recebido por e-mail. Apresentação Power Point:

Observem a nitidez destas fotos tiradas entre 1861-65, principalmente se lembrarmos que a primeira fotografia do mundo, surgiu em 1826 pelo “inventor” da fotografia Joseph Nicéphore Niépce, nascido na França.

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GUERRA CIVIL NORTEAMERICANA BY JUNIOR BJUCU.pps

As Grandes Crises Econômicas Mundiais

Publicado: 27 de junho de 2012 em Economia, história

Trabalho interessante, que usa termos simples, para explicar as principais crises econômicas que a humanidade passou.

Investidor de Risco: 1.01 – 1637 – Crise da Tulipamania.

Europe Day 2008 in Foreign Ministry

Image by Estonian Foreign Ministry via Flickr

Nietzsche escreveu em algum lugar que certas ideias se tornam verdades pela repetição, mas perdem o significado com o tempo, como moedas cujas imagens se apagam e passam a ter, todas, apenas o valor de pedaços de metal. Me ocorreu que a metáfora do Nietzsche pode ser usada ao contrário para descrever o que acontece com o euro, a moeda única idealizada para uma Europa unida que parece estar em vias de perder o sentido. No caso do euro a intenção era que as moedas valessem o mesmo para todos os membros do mercado comum, independentemente do estado das suas economias. Mas, ao contrário dos pedaços de metal de Nietzsche, com o tempo certos euros ganharam um valor real que para outros é artificial. E o valor dos euros saudáveis é ameaçado pelas repetidas crises dos euros anêmicos.

As outras tentativas de criar uma Pan-Europa fracassaram por razões diferentes. Napoleão quis levar a revolução francesa para além das fronteiras da França e do seu próprio poder e provocou uma reação da Europa monárquica que acabou não só com suas pretensões imperiais mas com o regime revolucionário que o pariu. Ironicamente, Napoleão criou uma união europeia – a dos velhos regimes que se uniram para detê-lo e à ameaça republicana. Decisiva na derrota de Napoleão e do seu sonho foi a resistência da Inglaterra, aquela estranha ilha que, para quem vive dizendo que não é Europa, tem tido uma participação desproporcional na história europeia.

A Inglaterra também foi, em grande parte, responsável pela derrota de Hitler, outro que sonhou com uma federação europeia e propôs sua Europa fascista como um baluarte contra o bolshevismo e as “hordas asiáticas” que já estariam na margem oriental do Danúbio prontas para atacar a civilização ocidental. Uma proposta aceita por muita gente boa, na época.

A atual tentativa de unir a Europa partiu de uma conveniência de mercado, nada tão grandiloquente quanto as pretensões bonapartistas e nazistas. Em vez de um ideal revolucionário ou da civilização cristã, pretendeu-se defender a relevância da Europa no mundo da competição capitalista. Começando pelos pedaços de metal, pois afinal o dinheiro é que manda neste mundo. Também não está funcionando.

Fotos Históricas

Publicado: 10 de maio de 2011 em história

De famosos, a atores desconhecidos, várias fotos em preto-e-branco ao longo da história.

Apresentação: Fotos_instantes_del_pasado.pps

A idéia de uma guerra em nome dos “direitos humanos” contém uma contradição conceitual, e é por isto que todas elas acabam se transformando, inevitavelmente, numa “guerra de conversão”, ou numa nova forma de Cruzada.

José Luís Fiori

“Eu via no universo cristão uma leviandade com relação à guerra que teria deixado envergonhadas as próprias nações bárbaras. Por causas fúteis ou mesmo sem motivo se corria às armas e quando já com elas às mãos, não se observava mais respeito algum para com o direito divino nem para com o direito humano, como se pela força de um edito, o furor tivesse sido desencadeado sobre todos os crimes”.

Hugo Grotius

Image via Wikipedia

Hugo Grotius, “O Direito da Guerra e da Paz”, 1625

Hugo Grotius (1583-1645), pai do direito internacional moderno, foi herdeiro da tradição humanista e cosmopolita da filosofia estóica, que formulou, pela primeira vez, a idéia de uma sociedade internacional solidária e submetida à leis universais. Mesmo sendo cristão e teólogo, Grotius desenvolveu a tese que estas leis universais faziam parte de um “direito natural comum a todos os povos…tão imutável que não poderia ser mudado nem pelo próprio Deus”. Para o jurista holandês, o direito à segurança e à paz faziam parte destes direitos fundamentais dos homens e das nações.

Apesar disto, Grotius considerava que o recurso à guerra também era um direito natural dos povos que viviam dentro de um sistema internacional composto por múltiplos estados, desde que a guerra visasse “assegurar a conservação da vida e do corpo e a aquisição das coisas úteis à existência”. Mas apesar disto, Grotius não concebeu nem defendeu a possibilidade de uma guerra que se propusesse como objetivo a defesa ou promoção internacional dos próprios direitos humanos. Em parte, porque ele era católico, e conhecia a decisão do Concílio de Constança (1414-1418) que fixara a doutrina da ilegitimidade da “conversão forçada”, e de todo tipo de guerra visando a conversão de outros povos, como tinha sido o caso das Cruzadas, nos séculos anteriores.

Depois do Concílio de Constança, o conceito de “guerra justa” ficou restrito – para os católicos, e para quase todos os europeus – às guerras que respondessem à uma agressão, e que fossem caracterizadas como um ato jurídico, destinado a reconstituir o status quo ante. Grotius não desenvolveu o argumento, mas se pode deduzir, do seu ponto de vista, que os direitos humanos, como a fé religiosa, são uma luta e uma conquista de cada homem, e da cada povo em particular. Sobretudo, porque ele foi um dos primeiros a se dar conta que num sistema internacional formado por múltiplos estados, era inevitável que coexistissem várias “inocências subjetivas”, frente à uma mesma “justiça objetiva”. Não havendo forma de arbitrar – “objetivamente” – sobre a razão ou legitimidade de uma guerra declarada entre dois povos que reivindicassem uma interpretação diferente, dos mesmos direitos fundamentais, dos homens e das nações. Neste sentido, a própria idéia de uma guerra em nome dos “direitos humanos” contém uma contradição conceitual, e é por isto que todas elas acabam se transformando, inevitavelmente, numa “guerra de conversão”, ou numa nova forma de Cruzada.

Em última instância, este também é o motivo pelo qual a discussão sobre Direitos Humanos, no campo internacional, se transformou – depois do fim da Guerra Fria – num terreno cercado de boas intenções, mas minado pelo oportunismo e pela hipocrisia. Porque existe, de fato, uma fronteira muito tênue e imprecisa entre a defesa do princípio geral, como projeto e como utopia, e a arrogância de alguns estados e governos que se auto-atribuem o “direito natural” de arbitrar e difundir, pela força, a taboa ocidental dos direitos humanos.

Para compreender a complexidade e a fluidez desta fronteira, basta ler um outro grande filósofo iluminista e cosmopolita, o alemão Immanuel Kant, dividido entre a sua utopia de uma “paz perpétua”, e o seu desejo de converter o “gênero humano” à “ética internacional civilizada”. Para Kant, “no grau de cultura em que ainda se encontra o gênero humano, a guerra é um meio inevitável para estender a civilização, e só depois que a cultura tenha se desenvolvido (Deus sabe quando), será saudável e possível uma paz perpétua”. (“Começo verossímil da história humana”, 1796)

Para ver na prática, como se desenvolvem estas guerras kantianas, basta observar o caso mais recente da intervenção na Líbia , iniciada por um governo francês de direita e em estado de decomposição, seguido por um governo inglês conservador e absolutamente inexpressivo, e por um governo norte-americano ameaçado por graves dificuldades internas. Tudo começou sob o aplauso internacional de quase todos os defensores dos direitos humanos, de direita e de esquerda, que consideravam se tratar de um caso indiscutível de “guerra legítima”, feita em nome da defesa de uma população agredida e desarmada. Mas já agora, depois de algumas semanas de morticínio, de lado e lado, vai ficando cada vez mais claro que o que está em questão, não é o direito à vida e à liberdade dos líbios, nem tampouco, a promoção de uma democracia universal. Ao mesmo tempo e na medida mesmo em que a guerra da Líbia vai se transformando, de forma cada vez mais clara, num exercício militar experimental de implantação de uma cabeça-de-ponte, para uma intervenção futura, eventual e mais ampla, das forças da OTAN, na África.

Agora bem, olhando de outro ângulo, se pode observar uma recorrência e uma dificuldade análoga, no debate e nas iniciativas dos organismos internacionais, com relação à defesa e à promoção dos “direitos fundamentais”, ao redor do mundo. O que se tem assistido, nos últimos anos, é quase sempre o mesmo filme: de um lado, se posicionam e votam os “inocentes úteis’ e os defensores generosos do princípio, do projeto e da utopia; e do outro, se posicionam os países que se utilizam do seu apoio e da sua mesma retórica, para projetarem seu poder e sua estratégia geopolítica. Através de “guerras humanitárias”, promovidas ou lideradas, invariavelmente, pelos mesmos países que compõem o atual “diretório ético e militar do mundo”, ou seja: EUA, Grã Bretanha e França.

José Luís Fiori, cientista político, é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Uma temporada de facões [livro]

Publicado: 5 de maio de 2011 em história, Religião
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Não lembro da intervenção norte-americana nesse caso específico:

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Durante a primavera de 1994, 800 mil tútsis foram mortos a golpes de facão, em Ruanda. Numa rotina que durou quase cem dias, das 9h30 à 16h, os hutus saíam de casa cantando e vasculhavam os pântanos em busca dos próprios vizinhos. Decepavam até o final do expediente. A noite, bebiam cerveja, trocavam mexericos, contavam piadas e afiavam as ferramentas nas pedras-pomes. “Matar era menos cansativo do que plantar”, dizem. “Bastava vasculhar para colher”… Dez anos depois, o jornalista Jean Hatzfeld instalou-se em Ruanda para entender o genocídio. Em Dans le nu de la vie (2000), registrou o testemunho das vítimas sobreviventes; agora, em Uma temporada de facões, ouve os matadores. Como diz Susan Sontag na apresentação do livro, “Esforçar-se para entender o que aconteceu em Ruanda é uma tarefa dolorosa da qual não temos o direito de nos esquivar – faz parte de ser um adulto moral”. Com enorme franqueza e muitas vezes até com candura, dez dos assassinos falam sobre a organização e execução da matança, a banalidade, o ódio, o arrependimento e o perdão. Discursam sobre o horror e o indizível. Nas conversas, uma angustiante constatação: são pessoas comuns, sem traços de ferocidade. Pais de família, jogadores de futebol, professores e lavradores que deceparam amigos íntimos sem constrangimento e, no final, fariam tudo novamente. [texto de Luiz Claudio Lins, via Facebook]

Editora: Companhia das Letras
Autor: JEAN HATZFELD
Ano: 2005
Número de páginas: 288